Sintomas digestivos em cães costumam ser alguns dos primeiros alertas de que algo não vai bem com a saúde do cachorro. Alterações como vômito, diarreia, fezes com sangue ou dor abdominal nem sempre surgem de forma isolada e, quando ignoradas, podem evoluir para quadros mais sérios. Por isso, aprender a reconhecer esses sinais no dia a dia é uma das formas mais importantes de cuidado preventivo.
Este guia foi criado para ajudar você, tutor, a entender os sintomas digestivos mais comuns em cães, o que cada um deles pode indicar e em quais situações a atenção deve ser redobrada. Ao longo do conteúdo, você vai descobrir quando observar, quando agir e como reunir informações que auxiliam o médico-veterinário a chegar a um diagnóstico mais rápido e preciso, sempre priorizando o bem-estar e a recuperação do seu pet.

1. Vômito
O vômito é o sintoma digestivo em cães mais comum e costuma acontecer quando o estômago identifica algo irritante, indigesto ou inadequado. Ele pode aparecer após mudanças na alimentação, ingestão de lixo ou objetos, jejum prolongado, comida gordurosa, estresse ou sensibilidade gástrica. Um episódio isolado pode ser apenas uma reação pontual, mas a repetição, a recusa de água ou a alteração de comportamento mudam completamente o nível de atenção.
Antes de tentar “adivinhar” a causa, vale partir do que é mais confiável: como o vômito se apresenta. Cor, consistência e conteúdo ajudam a orientar a observação do tutor e a organizar melhor o que será relatado no atendimento.
| Tipo/aparência do vômito | O que pode indicar (em linguagem de tutor) |
|---|---|
| Amarelo (bile) | Estômago vazio e refluxo; comum após jejum prolongado ou ao acordar. Se for frequente, pode indicar irritação gástrica recorrente. |
| Com comida (pouco digerida) | Rejeição rápida do alimento: comeu muito rápido, mudança brusca de ração, alimento “pesado” ou intolerância. Se repetir, vale investigar. |
| Espumoso (branco ou amarelado) | Irritação do estômago e náusea; pode acontecer mesmo sem comida no estômago. Se vier com apatia ou repetição, aumenta o alerta. |
| Claro/aquoso | Náusea e estômago vazio; às vezes aparece antes de um vômito mais forte. Observe frequência, ingestão de água e comportamento. |
| Com sangue vermelho vivo | Sangramento recente (mucosa irritada, ferida, gastrite forte, corpo estranho). Precisa de atenção rápida, especialmente se for mais que “fios” de sangue. |
| Escuro tipo “borra de café” | Sangue digerido, geralmente vindo do estômago ou parte alta do intestino. É sinal de maior gravidade e costuma justificar avaliação imediata. |
O que o vômito revela sobre o corpo
A aparência do vômito ajuda a entender em que ponto a digestão foi interrompida. Quando vem com comida, geralmente indica rejeição rápida do alimento; quando é amarelo, costuma estar ligado a bile e estômago vazio; já o espumoso ou aquoso aparece com mais frequência em quadros de irritação gástrica e náusea persistente. Esses sinais, observados em conjunto com o comportamento do cão, ajudam a orientar a atenção do tutor.
Quando o vômito é um sinal sério
O vômito merece atenção redobrada quando se repete em pouco tempo, impede o cão de manter água, vem acompanhado de apatia, dor abdominal ou qualquer sinal de sangue. Nessas situações, o risco de desidratação e agravamento aumenta, especialmente em filhotes e cães idosos, e a avaliação veterinária torna-se essencial.
Como o tutor ajuda no diagnóstico
Anotar a frequência dos episódios, observar a aparência do vômito, lembrar o que o cão ingeriu recentemente e relatar mudanças na rotina ou alimentação já contribui muito para o diagnóstico. Sempre que possível, registrar essas informações — e até imagens — facilita a comunicação com o veterinário e agiliza a investigação.
Dependendo da aparência e da frequência do vômito, existem situações que merecem uma análise mais detalhada: O que Fazer Quando o Cachorro Vomita Amarelo: Passo a Passo para Proteger Seu Pet

2. Vômito com Sangue (Hematêmese)
A hematêmese é um sinal digestivo que pode indicar desde irritações leves até quadros que exigem avaliação veterinária rápida. A quantidade e a aparência do sangue ajudam a orientar a gravidade e a possível origem do sangramento.
O que o vômito com sangue revela sobre o corpo
A presença de sangue no vômito indica irritação ou lesão no trato digestivo. Quando o sangue é vermelho vivo, costuma sugerir sangramento recente, geralmente ligado à mucosa do estômago, vômitos repetidos, inflamação intensa ou corpo estranho. Já o sangue escuro, com aspecto de “borra de café”, indica sangue digerido e aponta para sangramentos mais profundos ou persistentes, como úlceras e inflamações importantes.
Quando é um sinal sério
O vômito com sangue exige atenção imediata quando se repete, quando vem acompanhado de apatia, dor abdominal, fraqueza, recusa de água ou fezes escuras. A gravidade aumenta se a quantidade de sangue cresce, se o sangue é escuro ou se o cão tenta vomitar sem parar, especialmente em filhotes e cães idosos.
Como o tutor ajuda no diagnóstico
O tutor contribui ao observar a cor e a quantidade do sangue, a frequência dos episódios e possíveis ingestões recentes (ossos, objetos, plantas, medicamentos ou restos de comida). Anotar horários, sintomas associados e, se possível, registrar imagens ajuda o veterinário a conduzir uma avaliação mais rápida e direcionada.
Em alguns casos, o vômito apresenta características específicas que ajudam a entender melhor a causa e a gravidade do quadro: Cachorro Vomitando Sangue: O Papel do Tutor na Ajuda Veterinária

3. Diarreia
A diarreia é um dos sintomas digestivos em cães também muito comum e, ao mesmo tempo, um dos mais subestimados no começo. Em muitos casos ela aparece como fezes mais moles por um dia e melhora sozinha; em outros, evolui rápido para fezes aquosas, múltiplas evacuações e desidratação. O ponto central é que a diarreia não é “uma doença”, e sim um sinal de que o intestino está tentando expulsar algo que o irrita ou que não conseguiu processar.
O que a diarreia revela sobre o corpo
A aparência das fezes ajuda a indicar onde o problema está concentrado. Fezes pastosas, com urgência e muco costumam estar ligadas à irritação do intestino grosso, muitas vezes associada a estresse ou mudanças alimentares. Já fezes muito aquosas, em grande volume, especialmente quando vêm com apatia ou perda de peso, podem indicar envolvimento do intestino delgado, má absorção, parasitas ou infecções. Alterações intensas de odor, cor e frequência também podem surgir em casos de intolerância alimentar, giárdia, intoxicação ou desequilíbrio da flora intestinal.
Uma das possíveis causas da diarreia em cães é a Giardíase , especialmente quando o sintoma se repete ou não melhora com medidas simples. Para sabe um pouco amis, leia o artigo – Giardíase em Cachorro: como tratar, limpar o ambiente e evitar a reinfecção
Quando é um sinal sério
A diarreia merece atenção quando persiste por mais de 24 horas, quando vem acompanhada de vômitos, apatia, dor abdominal ou sinais de desidratação. Em filhotes, o risco é maior devido à rápida perda de líquidos, e quadros como parvovirose podem começar justamente com diarreia intensa. Presença de sangue, evacuações muito frequentes e recusa de água aumentam o nível de alerta.

Em filhotes, quadros de diarreia intensa e rápida piora do estado geral exigem atenção especial, pois podem estar associados a doenças infecciosas graves, como a parvovirose.
Como o tutor ajuda no diagnóstico
O tutor ajuda ao observar a consistência, frequência, presença de muco, odor e cor das fezes, além de relatar acesso a lixo, alimentos novos ou água contaminada. Informar vermifugação, vacinação, contato com outros cães e se há vômitos associados direciona a investigação. Quando possível, fotos ou amostras das fezes facilitam a diferenciação entre causas infecciosas, parasitárias e inflamatórias.
Quando a diarreia persiste, se repete ou apresenta alterações importantes, vale aprofundar a leitura em situações específicas relacionadas a esse sintoma –Diarreia em Cachorro: O Que Todo Tutor Responsável Precisa Saber
4. Fezes com Sangue
Ver fezes com sangue é um dos sinais digestivos que mais preocupa o tutor, e com razão. Esse achado pode indicar desde uma irritação intestinal leve até quadros inflamatórios ou infecciosos mais graves. A cor do sangue é um dos principais indícios para entender onde o problema pode estar e qual o nível de urgência.
O que as fezes com sangue revelam sobre o corpo
Sangue vermelho vivo costuma indicar sangramento no intestino grosso ou reto, geralmente associado a colites, parasitas, estresse, alergias alimentares ou irritações locais. Já fezes escuras, pretas e brilhantes (melena) sugerem sangue digerido, apontando para sangramento no estômago ou intestino delgado, como úlceras, gastrites hemorrágicas ou inflamações mais profundas.
Quando é um sinal sério
O sinal se torna mais grave quando o sangue aparece em grande quantidade, quando as fezes são muito líquidas, quando há vômitos, dor abdominal ou apatia, ou quando o paciente é filhote. Fezes pretas exigem atenção imediata, pois podem indicar sangramento interno persistente e risco de anemia.
Como o tutor ajuda no diagnóstico
O tutor contribui ao observar a cor e a quantidade do sangue, a consistência e a frequência das fezes, além de relatar possíveis acessos a ossos, objetos, plantas ou medicamentos. Fotos ou amostras bem acondicionadas, quando possíveis, ajudam o veterinário a avaliar melhor a origem do sangramento.
5. Dor Abdominal + Sinais de Emergência
A dor abdominal é um dos sintomas digestivos em cães mais difíceis de identificar, já que o cão costuma esconder o desconforto. Quando o tutor percebe sinais claros de dor, muitas vezes o quadro já está mais avançado. Esse sintoma pode estar ligado a gases, inflamações ou obstruções, e o comportamento do animal é fundamental para avaliar a gravidade.
O que a dor abdominal revela sobre o corpo
Posturas como a chamada posição de oração (peito no chão e quadril elevado) são clássicas de dor abdominal e costumam indicar desconforto no estômago ou no início do intestino. Tremores, andar curvado, respiração ofegante, dificuldade para deitar e sensibilidade ao toque no abdômen também sugerem dor, pois o cão tenta aliviar a pressão interna e evitar movimentos que aumentem o incômodo.
Quando é um sinal sério (sinais de emergência)
A dor abdominal se torna grave quando é intensa, persistente ou impede o cão de se deitar, quando o abdômen fica rígido ou muito dolorido ao toque, ou quando vem acompanhada de vômitos repetidos, apatia ou letargia. Nesses casos, podem estar envolvidos quadros como pancreatite, obstruções por corpo estranho, inflamações severas do intestino, úlceras ou, em raças grandes, torção gástrica, exigindo avaliação veterinária rápida.
Outros sinais de emergência digestiva que exigem ação imediata
• Vômito ou diarreia com sangue em grande quantidade
• Incapacidade de beber água ou manter líquidos no estômago
• Prostração extrema ou ausência de reação a estímulos
• Gengivas pálidas ou azuladas
• Abdômen distendido e muito dolorido, especialmente em raças grandes
• Convulsões associadas a sintomas digestivos
• Suspeita de ingestão de veneno ou objeto pontiagudo
Como o tutor ajuda no diagnóstico
O tutor contribui ao observar quando a dor começou, como o cão se comporta, se o desconforto piora após comer ou beber e se há outros sintomas associados, como vômito, diarreia ou perda de apetite. Relatar acesso recente a ossos, brinquedos, lixo ou alimentos gordurosos também ajuda a direcionar a investigação clínica.
O Que Causa Esses Sintomas
Os sintomas digestivos em cães geralmente não surgem de forma isolada. Na maioria das vezes, eles refletem problemas subjacentes que afetam o estômago, o intestino ou órgãos ligados à digestão. Entender as causas mais comuns ajuda o tutor a avaliar a gravidade dos sinais e a colaborar melhor com o veterinário.
| Causa mais comum | Como pode se manifestar |
|---|---|
| Problemas alimentares | Vômitos, diarreia, gases e dor abdominal após mudanças bruscas de ração, ingestão de comida gordurosa, ossos, alimentos tóxicos ou alimentação muito rápida. |
| Infecções virais ou bacterianas | Diarreia intensa, vômitos frequentes, apatia e desidratação; em filhotes, quadros como parvovirose podem evoluir rapidamente. |
| Parasitas intestinais | Diarreia persistente, perda de peso, fezes com muco ou sangue, especialmente em cães sem vermifugação regular. |
| Doenças inflamatórias ou crônicas | Sintomas recorrentes como vômitos, dor abdominal e fezes alteradas, comuns em pancreatite, doença inflamatória intestinal e úlceras gástricas. |
| Corpos estranhos e obstruções | Vômitos repetidos, dor abdominal intensa, distensão do abdômen e dificuldade ou ausência de evacuação. |
| Intoxicações e envenenamentos | Vômitos, diarreia, sangue nas fezes e sinais sistêmicos após ingestão de venenos, medicamentos ou plantas tóxicas. |
| Doenças metabólicas e sistêmicas | Alterações digestivas associadas a doenças renais, hepáticas, diabetes ou distúrbios hormonais. |
Entre as causas possíveis dos sintomas digestivos, a ingestão de alimentos inadequados ou contaminados também merece atenção, especialmente quando os sinais surgem de forma abrupta- Leia mais sobre: Guia Essencial para evitar a Intoxicação Alimentar em cachorro
O Que Fazer e o que não fazer em Casa (Primeiros Cuidados)
Enquanto aguarda a consulta veterinária — ou nos casos leves que não exigem atendimento imediato — o tutor pode adotar algumas medidas de suporte temporário para aliviar o desconforto do cão e evitar agravamentos. Essas ações não substituem a avaliação profissional, mas ajudam a estabilizar o quadro inicial.
| Primeiros cuidados em casa | Atenção importante |
|---|---|
| Oferecer água fresca em pequenas quantidades ao longo do dia | Se o cão não consegue manter água ou vomita logo após beber, o atendimento veterinário não deve ser adiado |
| Usar cubos de gelo para lamber em caso de náusea | Recusa persistente de líquidos é sinal de alerta |
| Fazer jejum alimentar controlado de 12 a 24 horas apenas em cães adultos | Filhotes nunca devem ficar em jejum devido ao risco de hipoglicemia |
| Reintroduzir a alimentação gradualmente com dieta branda (frango cozido sem pele e arroz branco) | Qualquer piora após a reintrodução indica necessidade de avaliação |
| Manter o cão em ambiente calmo e aquecido | Estresse e agitação podem intensificar os sintomas |
| Observar frequência de vômitos, evacuações e comportamento geral | Mudanças rápidas ou progressivas exigem reavaliação |
| Verificar gengivas (devem estar rosadas e úmidas) | Gengivas pálidas, secas ou azuladas indicam emergência |
O que não fazer em casa
| Evite essas condutas | Por quê |
|---|---|
| Administrar medicamentos humanos | Muitos são tóxicos para cães, mesmo em doses baixas |
| Forçar alimentação durante vômitos ativos | Pode agravar o quadro e causar aspiração |
| Oferecer leite ou alimentos gordurosos | Podem piorar a diarreia e a inflamação intestinal |
| Permitir acesso a lixo, plantas ou objetos | Aumenta o risco de intoxicação ou obstrução |
| Adiar o veterinário se os sintomas persistirem | A demora pode levar à desidratação e agravamento |

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRe Problemas Digestivos em Cães
Meu cão vomitou uma vez, mas parece bem. Devo me preocupar?
Não necessariamente. Um episódio isolado de vômito, sem outros sinais e com o cão se comportando normalmente, pode ser uma reação pontual a algo que comeu. Ofereça água em pequenas quantidades, observe por 24 horas e, se não houver repetição, provavelmente não há motivo para preocupação. Se o vômito se repetir ou surgirem outros sintomas, consulte o veterinário.
Qual a diferença entre vômito e regurgitação?
O vômito é um processo ativo, com contrações abdominais, náusea e produção de bile ou alimento digerido. A regurgitação é passiva — o alimento sai sem esforço, geralmente logo após a refeição, e aparece em formato tubular, não digerido. A regurgitação pode indicar problemas no esôfago e também merece avaliação veterinária.
Posso dar remédio para diarreia do meu cão?
Não administre medicamentos antidiarreicos humanos sem orientação veterinária. Alguns podem ser tóxicos para cães, e a diarreia é um mecanismo de defesa do corpo para eliminar algo prejudicial. Suprimi-la sem tratar a causa pode piorar o quadro. O correto é identificar e tratar a causa subjacente.
Como sei se meu cão está com dor abdominal?
Observe sinais como postura de “oração” (peito no chão, quadril levantado), relutância em se mover ou deitar, gemidos, respiração ofegante sem esforço físico, sensibilidade ao toque no abdômen e perda de apetite. Cães com dor abdominal intensa podem ficar agressivos quando tocados na barriga.
Meu cão comeu grama e vomitou. Isso é normal?
Sim, muitos cães comem grama quando sentem desconforto gástrico e depois vomitam — é um comportamento natural para aliviar o estômago. No entanto, se isso acontecer frequentemente ou se o cão parecer doente, pode indicar um problema digestivo crônico que precisa ser investigado.
Quanto tempo devo esperar para levar meu cão ao vet se ele estiver com diarreia?
Se a diarreia for leve (fezes pastosas, mas o cão ativo e bebendo água), você pode observar por 24 horas com dieta branda. Se persistir por mais de um dia, se houver sangue, muco, odor muito forte, ou se o cão apresentar vômitos, apatia ou sinais de dor, procure atendimento imediatamente. Em filhotes, qualquer diarreia merece avaliação rápida.
O que faço se suspeitar que meu cão comeu algo tóxico?
Não espere pelos sintomas. Entre em contato imediatamente com seu veterinário ou com um centro de controle de intoxicação animal. Tenha à mão informações sobre a substância ingerida (embalagem, quantidade aproximada, horário) e não tente induzir vômito sem orientação profissional — em alguns casos, isso pode piorar a situação.
Como prevenir que meu cão coma coisas do chão durante os passeios?
Use focinheira do tipo cesta (que permite respirar e beber água, mas não pegar objetos), treine o comando “deixa” consistentemente, e mantenha atenção redobrada em áreas com lixo ou restos de comida. Recompense generosamente quando ele ignorar algo no chão.
Cuidar do Seu Melhor Amigo Começa pela Observação

Ao longo deste guia, percorremos juntos os caminhos que levam à compreensão dos sintomas digestivos mais importantes que podem afetar seu cão. Desde o vômito ocasional até os sinais que exigem atenção imediata, cada informação compartilhada tem um único propósito: capacitar você, tutor, a ser o primeiro e melhor aliado na saúde do seu pet.
Saber identificar quando um simples desconforto se transforma em um alerta, entender o que a aparência do vômito ou das fezes pode revelar, e reconhecer os momentos em que a ida ao veterinário não pode esperar — tudo isso faz parte da jornada de cuidado responsável que você escolheu ao acolher um cão em sua vida.
Seu cão não precisa de perfeição. Precisa de presença, atenção e cuidado. E é exatamente isso que você, ao ler este guia até o final, já está oferecendo. Respire fundo. Você está fazendo um trabalho maravilhoso.

Sou apaixonado por cães desde a infância, quando convivi intensamente com meu primeiro companheiro, o vira-lata caramelo Baixinho. Essa experiência despertou em mim um olhar sensível e atento para o comportamento canino, o vínculo emocional entre cães e tutores e a importância do cuidado consciente no dia a dia. Ao longo dos anos, construí meu conhecimento por meio de estudos na área, cursos técnicos e formação complementar voltada ao comportamento, bem-estar e convivência com cães, sempre priorizando informação responsável e embasada. No Patinhas & Cuidados, transformo vivência prática e aprendizado contínuo em conteúdos claros, empáticos e acessíveis, com o propósito de ajudar tutores a observar melhor seus cães, compreender seus sinais e fortalecer uma relação baseada em respeito, afeto e presença.







